Cerca de 150 torcedores ingleses do Chelsea e do Manchester City foram proibidos de viajar para o Mundial de Clubes, que será realizado nos Estados Unidos de 15 de junho a 13 de julho, com o objetivo de manter a ordem e prevenir incidentes violentos durante o torneio.
O Ministério do Interior do Reino Unido anunciou a decisão nessa quarta-feira (2), destacando que os torcedores afetados possuem antecedentes de comportamento agressivo e foram sujeitos a uma ordem de proibição de frequentar eventos de futebol. Essa medida foi implementada para evitar possíveis distúrbios associados ao campeonato, conforme informado pela agência de notícias Reuters.
Os torcedores sujeitos à proibição foram solicitados a entregar seus passaportes à polícia entre os dias 9 de junho e 13 de julho, garantindo que não poderão deixar o país durante o período do Mundial de Clubes.
A ministra da polícia, Diana Johnson, ressaltou em um comunicado oficial: “Muitos torcedores do Manchester City e do Chelsea provavelmente desejam viajar para apoiar suas equipes no torneio deste verão, e nosso objetivo é que todos possam fazê-lo com segurança e tranquilidade.”
A restrição imposta está diretamente ligada a incidentes recentes ocorridos na Champions League, que envolveram episódios de violência, invasões de campo, uso de pirotecnia e crimes de ódio online relacionados ao futebol. A Autoridade de Proibição de Futebol será responsável por informar os torcedores sobre as restrições em vigor.
“Contudo, para a pequena minoria de indivíduos problemáticos que utilizam o futebol como pretexto para a prática de atos criminosos, aplicaremos as mesmas medidas preventivas que já mostraram eficácia em torneios anteriores no exterior”, acrescentou a ministra.
Aqueles que desrespeitarem a ordem de proibição estarão sujeitos a multas ilimitadas ou até mesmo a uma pena de seis meses de prisão, conforme estabelecido.